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Clínica Odonto QualityBH Odonto QualityBHBairro Lourdes · Belo Horizonte (31) 9 8908-1171 Agendar
Disfunção temporomandibular

Tratamento de DTM em BH

Avaliação, diagnóstico e tratamento conservador da disfunção temporomandibular, no Bairro Lourdes, em Belo Horizonte.

O que é DTM

DTM é a sigla de disfunção temporomandibular. O nome reúne um grupo de alterações que afetam a articulação temporomandibular — a ATM, que liga a mandíbula ao crânio à frente de cada ouvido — e os músculos responsáveis por mastigar, falar e bocejar.

Vale separar os dois termos, porque eles são confundidos com frequência: ATM é a articulação, uma estrutura que todo mundo tem; DTM é a disfunção que pode acometê-la. Por isso a expressão correta é "tratamento de DTM", e não "tratamento de ATM".

A DTM não é uma doença única com uma causa única. É um quadro multifatorial, em que parafunção (apertar ou ranger os dentes), estresse, alterações do sono, trauma e características individuais da articulação se somam em proporções diferentes a cada paciente. É isso que torna a avaliação individual indispensável antes de qualquer conduta.

Dr. Giovani Borges e Dra. Fabiane Cardoso, responsáveis pelo tratamento de DTM na Clínica Odonto QualityBH
Classificação

Os três tipos de DTM

Definir o tipo muda o tratamento. É a primeira coisa que a avaliação precisa responder.

DTM muscular

A origem está na musculatura da mastigação. Dor difusa na face, sensação de músculo cansado, piora ao final do dia ou ao acordar. É o tipo mais comum e o que melhor responde ao tratamento conservador.

DTM articular

A origem está na própria articulação: deslocamento do disco, alteração da superfície articular ou processo degenerativo. Costuma vir com ruído, travamento ou limitação de abertura.

DTM mista

Componentes musculares e articulares ao mesmo tempo — situação frequente em quadros de longa data, em que um problema acaba gerando o outro.

Diagnóstico

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico da DTM é clínico. Exame de imagem entra apenas quando muda a conduta.

  1. Anamnese dirigida — quando a dor começou, onde dói, o que piora e o que alivia, qualidade do sono, período de estresse, medicações em uso e episódios de travamento.
  2. Palpação muscular — masseter, temporal e musculatura cervical, para localizar os pontos que reproduzem a sua dor.
  3. Exame da articulação — palpação da ATM em repouso e em movimento, identificação de estalo ou crepitação e em que fase do movimento eles ocorrem.
  4. Medição dos movimentos — abertura máxima da boca, desvios e lateralidades, registrados em milímetros para comparação nos retornos.
  5. Exame dentário e da oclusão — facetas de desgaste, trincas, fraturas e sinais de parafunção que indicam sobrecarga.
  6. Exames complementares, quando indicados — imagem é solicitada em situações específicas, como suspeita de alteração degenerativa ou falta de resposta ao tratamento conservador.
Conduta

O protocolo de tratamento

A conduta inicial é sempre conservadora e reversível: nada que altere os dentes de forma definitiva.

1. Controle da dor

Termoterapia orientada, ajuste de dieta na fase aguda (alimentos mais macios, evitar mastigar chiclete) e, quando o quadro exige, medicação prescrita para o período agudo.

2. Placa oclusal

Confeccionada sob medida a partir de moldes da sua arcada. Distribui a carga da mastigação, protege os dentes do desgaste e reduz a sobrecarga muscular durante o sono.

3. Controle da parafunção

Identificação e correção dos hábitos que alimentam o quadro: apertar os dentes em momentos de concentração, roer unhas, apoiar o queixo na mão, postura de trabalho.

4. Exercícios e fisioterapia

Exercícios de mobilidade e alongamento orientados em consulta. Em quadros com componente cervical importante, o acompanhamento com fisioterapeuta acelera a resposta.

5. Toxina botulínica

Em casos selecionados de hiperatividade muscular, reduz temporariamente a força de contração. É recurso complementar, nunca o tratamento isolado da DTM.

6. Reavaliação

Retornos programados para remedir abertura e dor e ajustar o plano. Sem melhora esperada, a hipótese diagnóstica é revista antes de se insistir na mesma conduta.

Quando há sinais de que o quadro se relaciona a distúrbios do sono, a investigação inclui esse aspecto — o apertamento noturno costuma acompanhar ronco e apneia obstrutiva, e tratar o sono muda a resposta da DTM.

Expectativa realista

O que esperar do tratamento

O objetivo é controle, não promessa de cura definitiva. Na prática, isso significa reduzir ou eliminar a dor, recuperar a amplitude de abertura e a função mastigatória, e evitar que o quadro volte.

Quadros predominantemente musculares tendem a responder em algumas semanas. Quadros articulares, ou de longa evolução, pedem acompanhamento mais prolongado. Como estresse e parafunção podem retornar, a manutenção periódica faz parte do cuidado — e é ela que sustenta o resultado ao longo do tempo.

Nenhum tratamento de DTM deve começar por procedimentos irreversíveis, como desgaste generalizado dos dentes ou reabilitação extensa, antes que o quadro esteja controlado com medidas conservadoras.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre DTM

O que é DTM?

DTM é a sigla de disfunção temporomandibular: um conjunto de alterações que afetam a articulação temporomandibular, os músculos da mastigação ou ambos. Não é uma doença única, e sim um grupo de condições com sinais parecidos — dor na face, ruído articular e limitação dos movimentos da mandíbula.

Qual a diferença entre ATM e DTM?

ATM é a articulação temporomandibular, a estrutura que liga a mandíbula ao crânio, na frente de cada ouvido. Toda pessoa tem duas ATMs. DTM é a disfunção que pode acometer essa articulação e a musculatura ao redor. Ou seja: ATM é a anatomia, DTM é o problema.

Estalo na mandíbula sem dor precisa de tratamento?

Nem sempre. Ruído articular isolado, sem dor e sem limitação de abertura, é achado comum e muitas vezes só é acompanhado. O tratamento entra quando há dor, travamento, dificuldade para mastigar ou quando o ruído vem acompanhado de outros sinais.

Quanto tempo dura o tratamento de DTM?

Varia com o tipo e com o tempo de evolução do quadro. Casos predominantemente musculares costumam responder em algumas semanas de tratamento conservador; quadros articulares ou de longa data exigem acompanhamento mais prolongado. O prazo estimado para o seu caso é informado depois da avaliação.

A placa resolve a DTM sozinha?

Normalmente não. A placa é uma peça do tratamento: protege os dentes e ajuda a reduzir a sobrecarga muscular. O controle da dor costuma depender também de orientação de hábitos, termoterapia, exercícios e, em parte dos casos, de fisioterapia ou acompanhamento conjunto com outros profissionais.

Preciso de ressonância magnética para tratar DTM?

Na maioria dos casos, não. O diagnóstico da DTM é clínico, feito por anamnese, palpação muscular e articular e medição dos movimentos da mandíbula. Exames de imagem são pedidos em situações específicas, quando mudam a conduta.

DTM tem cura?

O objetivo do tratamento é o controle: eliminar ou reduzir a dor, recuperar a função mastigatória e evitar recidivas. Muitos pacientes ficam sem sintomas por longos períodos. Como fatores como estresse e parafunção podem retornar, o acompanhamento periódico faz parte do cuidado.

O tratamento de DTM é coberto por convênio odontológico?

Depende do plano e do procedimento. Alguns convênios cobrem parte da avaliação e da placa oclusal; outros não. Na consulta verificamos o seu plano e informamos o que está coberto e o que fica em regime particular.

Avalie a sua DTM

A avaliação define o tipo de DTM, mede a sua abertura e monta o plano de tratamento. Traga exames anteriores, se tiver.

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